6 de fevereiro de 2008

Carnaval

Sobrevivi incólume ao Carnaval. Consegui não me deprimir vendo imagens dos desfiles em Portugal, inundados de gente feia e sem graça, mal disfarçada e copiando sem sucesso os passes do samba. Também nada vi do Carnaval do Rio, poupando-me à inveja do calor e das magníficas mulheres semi nuas a balançarem-se ao som de músicas cheias de alegria tropical. Andei por aí, tentando evitar o clima mais depressivo que é inerente ao mau Carnaval. Nada tenho contra disfarces, até já gostei muitas vezes de me mascarar, mas abomino o carnaval trapalhão e sem piada, as cabeleiras e as calças rasgadas, os balões de água, as gargalhadas estridentes e a intolerância por quem apenas quer beber uns copos sossegado.

1 de fevereiro de 2008

Perplexidade do dia

Compreender o complexo funcionamento do relógio de ponto.

Frase do dia

Alegria no (novo) trabalho.

29 de janeiro de 2008

NTTV – Tom Sawyer



Estes foram, sem dúvida, dos desenhos animados que mais marcaram a minha pacata infância. Tom Sawyer e Huck Finn formavam um cativante par de rebeldes que bem contrapunham a minha faceta calma e bem comportada. Adorava pensar que podia ter excitantes aventuras nas margens do Mississipi e que a belíssima Peggy lá estaria no fim para me beijar e para fazer corar as minhas bochechas, nesse fenómeno incontrolável e que ainda hoje gera momentos hilariantes ou, em alguns casos, embaraçosos.

“Sonharás que és um pirata
Sobre uma fragata
Sempre à frente de um bom grupo
De raparigas e rapazes
Tu andas sempre descalço
Tom Sawyer
Junto ao rio a passear
Tom Sawyer
Mil amigos deixarás
Aqui e além
Descobrir o mundo viver aventuras”

A música do Tom Sawyer é, ainda hoje, interruptor de uma mola que logo leva nostálgicos irremediáveis com idade para ter juízo a saltar por qualquer pista de dança improvisada, arriscando alguns – eu confesso que adoro – correr “à Tom Sawyer”, ou seja , todo inclinado para trás e com os joelhos e os pés a elevarem-se, numa complicada coreografia, até ao ponto mais alto possível. Não posso dizer que seja de execução fácil, será talvez o equivalente a um duplo emprachado nos exercícios de solo – muito bonito de ver mas complicado de executar.

28 de janeiro de 2008

Coisas do Estádio II

Gostei do aplauso que se ouviu, alguns energúmenos à parte, em Alvalade quando Quaresma saiu. Que no Porto tenham resolvido assobiá-lo, será problema deles, eu ainda me lembro bem de o ver jogar de verde e branco e sei que só não voltou à casa mãe porque não tínhamos dinheiro para isso. Como grande jogador que é só pode merecer aplausos. Ainda bem que a maioria do estádio assim o pensou. A ingratidão é um defeito muito desagradável.

Coisas do Estádio I

Ontem dei por mim a gritar “Helton, Helton”, de modo levemente cínico, tentando animar o guarda-redes do FCP depois do magnífico frango com que nos presenteou.

25 de janeiro de 2008

Tristezas

Quando dou por mim a olhar com alguma pena para os meus sobrinhos e a achar que a geração deles é uma seca e que no meu tempo é que nos divertíamos, fico com a certeza que o meu prazo está a passar a olhos vistos.